Sistema de Gestão Integrado (SGI)
Data de emissão:
14.01.2026
Elabora:
Gabriel Figueiredo — SGI / HSE
Aprova:
Walter Gomes Fiquica — Director Geral
Versão:
002
Plano de Emergência Resumido
Código: PRO-015
Introdução

O presente documento apresenta os planos de resposta a emergências da W.G.F. – Comércio Geral & Prestação de Serviços, em cumprimento do requisito de preparação e resposta a emergências da norma ISO 45001:2018 (cláusula 8.2).

Os cenários de emergência aqui previstos foram considerados em função das atividades da organização: serviços técnicos e industriais, construção, manutenção, limpeza industrial, desinfestação, fornecimento de mão de obra e apoio operacional, executadas frequentemente em instalações de clientes do setor de óleo e gás.

Nota importante: quando os trabalhos decorrem em instalações de clientes, aplicam-se cumulativamente os planos de emergência da instalação onde a equipa se encontra. Antes do início de qualquer trabalho, o Coordenador/Fiscalizador assegura que a equipa conhece os procedimentos de emergência, os pontos de reunião e os contactos de emergência do local.

Requisitos Legais Aplicáveis

14.01.2026. O levantamento da legislação angolana aplicável em matéria de segurança e saúde no trabalho, resposta a emergências e atividades do setor petrolífero deve ser realizado pela organização, com apoio de assessoria jurídica, e registado nesta secção.

Este levantamento deverá identificar, no mínimo: a legislação geral de segurança e saúde no trabalho em vigor em Angola; a regulamentação específica aplicável ao setor de óleo e gás; os requisitos de comunicação de acidentes de trabalho às autoridades competentes; e quaisquer requisitos contratuais de SST exigidos pelos clientes.

Após a sua definição, os requisitos legais identificados devem ser mantidos atualizados e a sua conformidade avaliada periodicamente, conforme a cláusula 9.1.2 da ISO 45001:2018.

Plano de Emergência por Derrames de Substâncias Químicas
objetivo:

Minimizar os efeitos de um derrame de produtos químicos utilizados nas fumigações, assegurando a proteção dos trabalhadores, o meio ambiente e as instalações.

Ações IMEDIATAS:
  • Identificação do derrame: Reconhecer rapidamente o tipo de substância química envolvida, usando fichas de dados de segurança (FDS).
  • Evacuação do área: Isolar o área afetada e evacuar ao pessoal no essencial para reduzir a exposição.
  • Equipamento de proteção pessoal (EPP): Fornecer o EPP adequado (luvas, respiradores, trajes de proteção) para os equipamentos de resposta.
  • Contenção: utilizar barreiras absorventes o material inerte para conter o derrame e evitar seu propagação.
  • Neutralização: Aplicar os procedimentos de neutralização específicos para a substância derramada.
  • Ventilação: assegurar uma ventilação adequada do área para reduzir a concentração de vapores tóxicos.
Ações POSTERIORES:
  • Limpeza e desinfecção: Limpar a zona afetada usando procedimentos aprovados.
  • Eliminação de resíduos: Armazenar e eliminar os resíduos de acordo com as normativas locais.
  • Relatório: Elaborar um relatório do incidente e atualizar os procedimentos se é necessário.
Plano de Emergência por Exposição a Substâncias Químicas Tóxicas
objetivo:

Responder eficazmente perante a exposição acidental dos colaboradores a substâncias químicas tóxicas, evitando danos maiores a saúde.

Ações IMEDIATAS:
  • Retirada do pessoal afetado: Mover imediatamente ao colaborador a uma zona segura e ventilada.
  • avaliação médica imediata: Administrar os primeiros socorros conforme os protocolos da ficha de dados de segurança (FDS) da substância.
  • Uso de EPP adequado: assegurar que o equipamento de resposta utilize o EPP correto para manejar a substância e assistir ao afetado.
  • Chamada de emergência: Contactar aos serviços médicos de emergência, informando sobre o produto químico e a natureza da exposição.
  • Fornecimento de oxigénio: Se trata-se de uma exposição inhalatoria, fornecer oxigénio se está disponível, conforme as instruções dos paramédicos.
Ações POSTERIORES:
  • Atenção médica especializada: assegurar que o afetado receba tratamento médico adequado e acompanhamento clínico.
  • avaliação da exposição: realizar um análise do incidente para identificar a causa da exposição e ajustar as medidas preventivas.
  • revisão dos protocolos: rever os procedimentos de trabalho e reforçar a capacitação do pessoal na gestão seguro de substâncias perigosas.
Plano de Emergência por Incêndio o Explosão
objetivo:

Proteger aos colaboradores e as instalações em caso de incêndio ou explosão causada pela inflamabilidade dos produtos químicos utilizados em fumigações.

Ações IMEDIATAS:
  • Alarma: Ativar a alarma de emergência e notificar aos bombeiros. (911)
  • Evacuação: Evacuar imediatamente a todo o pessoal seguindo as rotas de evacuação estabelecidas.
  • Corte de fornecimento elétrico: Interromper o fornecimento elétrico e de gas para evitar a propagação do fogo.
  • Equipamento de combate contra incêndios: os brigadistas de emergência, equipados com EPP adequado, usaram extintores e mangueras conforme o tipo de incêndio (ABC o CO2, conforme a substância).
  • Isolamento de produtos químicos: Retirar, se é possível, os produtos químicos inflamáveis ou explosivos próximos a fonte do fogo.
Ações POSTERIORES:
  • Investigação: Investigar a causa do incêndio ou explosão para prevenir futuros incidentes.
  • Reparação de danos: Coordenar a reparação de equipamentos e infraestrutura afetados pelo incidente.
  • revisão do plano de emergência: Ajustar os planos e protocolos em função das lições aprendidas.
Plano de Emergência por Fuga de Gases Tóxicos
objetivo:

Proteger ao pessoal e a comunidade em caso de uma fuga de gases tóxicos derivados das substâncias químicas usadas em fumigações.

Ações IMEDIATAS:
  • Deteção da fuga: Usar dispositivos de monitorização de gases para identificar a fuga rapidamente.
  • Evacuação: Evacuar a zona afetada e ativar o plano de evacuação para áreas vizinhas se a fuga é grave.
  • Ventilação natural: Abrir portas e ventanas para facilitar a dispersão do gas, evitando seu concentração.
  • Equipamento de proteção respiratória: Fornecer máscaras com filtro adequado (consoante do tipo de gas) ao pessoal de resposta.
  • Encerramento da fonte: Se é seguro fazê-lo, cortar o fornecimento o cerrar válvulas que gerem a fuga.
Ações POSTERIORES:
  • monitorização do ar: Medir a concentração do gas até que se alcance um nível seguro.
  • Reparação da fuga: Reparar a fonte da fuga para evitar futuros incidentes.
  • revisão do plano: rever e atualizar os procedimentos de gestão de gases e equipamentos de deteção.
Plano de Emergência por Intoxicação de pessoal o Terceiros
objetivo:

Responder rapidamente perante um caso de intoxicação de pessoal ou terceiros devido a exposição acidental ou produtos químicos utilizados nas fumigações.

Ações IMEDIATAS:
  • Identificação do produto: Determinar a substância química envolvida e seu via de admissão (inhalação, ingestão, contacto dérmico).
  • Primeiros socorros: disponibilizar primeiros socorros de acordo com as instruções das FDS (lavado de olhos, descontaminação, administração de antídotos, etc.).
  • Atenção médica imediata: Chamar aos serviços médicos e fornecer a informação do produto químico ao equipamento médico.
  • Notificação às autoridades: Informar às autoridades locais caso haja afetados externos (terceiros) o se o incidente tem impacto ambiental significativo.
Ações POSTERIORES:
  • monitorização do pessoal afetado: Fazer acompanhamento médico aos trabalhadores expostos para prevenir complicações.
Plano de Emergência por Inundação
objetivo:

Proteger a segurança do pessoal, preservar os produtos químicos armazenados e minimizar os danos a infraestrutura em caso de inundação.

Ações IMEDIATAS:
  • Ativação da alerta: monitorizar os pronósticos meteorológicos e alertar ao pessoal perante a possibilidade de uma inundação iminente.
  • Evacuação preventiva: Se se identifica uma inundação iminente, se devem evacuar de forma ordenada todas as áreas de risco, seguindo as rotas de evacuação designadas.
  • Proteção de substâncias químicas: Trasladar produtos químicos perigosos, inflamáveis ou reativos a áreas seguras e elevadas para evitar contacto com o agua, utilizando procedimentos de gestão seguro.
  • Corte de energia: Desconectar as fontes de energia elétrica para prevenir cortocircuitos ou incêndios causados pelo agua.
  • Bloqueio de entradas de agua: utilizar barreiras ou bolsas de arena nas áreas mais vulneráveis para evitar a entrada maciça de agua às instalações.
Ações POSTERIORES:
  • Inspeção de danos: realizar uma inspeção exaustiva das instalações uma vez que a inundação haja passado, priorizando o armazenamento de produtos químicos para identificar possíveis fugas.
  • Limpeza e descontaminação: Caso o agua haja entrado em contacto com produtos químicos, seguir os procedimentos de limpeza e descontaminação adequados, e gerir os resíduos conforme às normativas ambientais.
  • avaliação da infraestrutura: avaliar os danos estruturais aos edifícios e equipamentos críticos, como sistemas elétricos e de ventilação, para garantir que sejam seguros antes de retomar as atividades.
  • Reposição de operações: Retomar as atividades da organização apenas depois de que se haja verificado que todas as áreas afetadas sejam seguras e que os produtos químicos armazenados no representam risco.
Ações DE prevenção A LARGO Prazo:
  • Mapeo de áreas de risco: identificar e mapear as áreas mais vulneráveis a inundações dentro e cerca da organização.
  • Armazenamento em altura: Criar áreas específicas de armazenamento elevado para produtos químicos, minimizando o risco de contacto com agua em caso de futuras inundações.
  • Sistemas de drenagem: Melhorar os sistemas de drenagem no perímetro das instalações para evitar a acumulação de agua.
  • Simulacros periódicos: realizar simulacros anuais para preparar ao pessoal em caso de evacuações por inundação.
Ações CORRETIVAS:
  • Capacitação do pessoal: Capacitar ao pessoal sobre a gestão seguro de substâncias químicas durante inundações e o uso adequado de equipamentos de proteção pessoal (EPP).
  • revisão do protocolo: avaliar e atualizar periodicamente o plano de emergência por inundação baseado na experiência de incidentes prévios e na evolução dos riscos ambientais.
  • revisão do protocolo de gestão de substâncias: avaliar o incidente e reforçar os procedimentos de manipulação e armazenamento de substâncias perigosas.
Histórico de Versões
Versão Data Descrição Aprova
002 14.01.2026 Original CEO